Feriado, quando não se tem dinheiro para viajar, é sempre aquele marasmo.
Aquele Sete de Setembro de 2014 seria diferente.
Nome: Fred
Idade: 30 e alguns anos (mais novo que eu)
Cidade: Durante a semana em SP, final de semana aqui.
Diretor de Negócios Internacionais de uma companhia aérea.
Poderia dizer que à regra dos fiascos do app, ele foi a exceção.
O assunto fluía com tamanha naturalidade que a tarde de sábado passou num piscar de olhos.
Apesar de o relógio mostrar que já estávamos há horas trocando mensagens, nem notamos esse passar de tempo.
Eu já sabia as frustrações do seu último relacionamento, o costume de levar seu filho pra tomar picolé na sorveteria do lado de sua casa (mesmo que antes nunca o tenha visto por lá), sua paixão por The Walking Dead, seu passado rock'n'roll, sua reação alérgica no olho quando fica estressado, as viagens que havia feito... Enfim, assunto entre a gente era o que não faltava. Era como se nos conhecêssemos há anos.
E, dentre todos esses temas, achamos um comum: chocolate!
Eu, apaixonada por meio amargo.
Ele, sem conseguir explicar por quê, com uma barra dessas em casa, recém trazida da Tanzânia.
"Parece que eu adivinhei que ia ser pra você!", disse ele tentando explicar a coincidência.
Impossível não baixar as guardas e se render a tanta gentileza. Soava como um discurso de um príncipe. Aquele cavalheiro à moda antiga. Mesmo com tantos dissabores no passado, preferiu trocar a amargura e depressão por elogios rasgados em cada frase dita.
Quem me diz como rejeitar uma proposta dessa?
"Siiiiiiiiiiiiiiiiiiiiim", respondi em alto e bom tom!
Se o mundo real iria compactuar com essa ideia, não sei.
Mas, no virtual, ela poderia, naquele momento mesmo, acontecer.

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