domingo, 7 de agosto de 2016

Carne nova no pedaço

Temos que admitir que, ultimamente, estamos vivendo uma escassez de beleza naquela empresa.
Foi-se os tempos áureos de loiros, altos e engravatados.
Dado isso, quando uma "carne nova" aparece no pedaço é sempre aquele alvoroço.

Sempre tive a impressão de que ele era cheio de si.
Daqueles egocêntricos que se acham a última bolacha do pacote.
Parecia um reizinho desfilando pelos corredores (fiz questão de dizer isso a ele, quando tive oportunidade).

As mulheres (e os homens) não estavam perdoando mesmo.
Passavam, encaravam, mexiam, chamavam a atenção, ofereciam o telefone, se ofereciam...
Só não fazia negócio, se não quisesse.

Por mais que eu "pagasse pau" pra ele, adotei a postura de não demonstrar.
Ignorava.
Quando passava ao lado, fingia não existir ninguém ali.

Especialmente depois dos comentários que ouvi a respeito.
De que ele estava se gabando do sucesso que estava fazendo.
Resolvi, então, desfazer o pedido de amizade, já que, segundo ele, estava ficando insuportável as pessoas o adicionarem.

Dizem que homem é sempre assim: quanto mais é rejeitado, mais interessado fica.

Assim que excluí a solicitação, recebi o convite de volta.
Não iria negar o pedido, mas por mais que estivesse online naquele momento, resolvi demorar um pouquinho para confirmar a amizade.
Aquela bobeira que a gente tem de não querer parecer tão acessível assim... rsrs

Convite aceito.
Segundos depois, já pipocava na tela a janela de bate-papo.

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