É tão clichê, mas sempre vale dizer: a internet aproxima quem está distante e afasta quem está próxima.
Ainda que não tivéssemos nos visto, parecíamos bem próximos.
Como acontecia toda semana, a noite de domingo chegou e era hora dele fazer as malas e partir de volta para a capital.
Dado ao meu exagero e às proporções dramáticas que aplico a tudo, era como se ele estivesse partindo para o Acre, para uma comunidade indígena onde era praticamente impossível ter qualquer contato com a civilização, nem por sinal de fumaça.
Um tanto absurda é essa comparação. Mas, o fato de aumentar a distância, por mais que permanecêssemos conectados, aumentava a sensação de insegurança de que aquele flerte (nossa! me senti um broto da Jovem Guarda usando esse termo) gostoso iria continuar.
Pé na estrada... Alguns bons quilômetros a frente... Algumas horas de viagem...
Optamos por não ficarmos offline nem assim.
Dirigindo, contrariando as normas de trânsito, correndo o risco de acidentes, as mensagens continuaram sendo trocadas.
Agora não mais digitadas.
Áudios.
Para facilitar a comunicação diante de tanto empecilho que havia agora.
A viagem acabou.
O cansaço bateu.
Banho e cama era o que tínhamos agora.
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