O que nos tornara tão próximos, agora nos fazia tão distantes.
Aquele silêncio continuou por dias... Por semanas... Por meses.
Não nos falamos mais.
Não nos vimos mais.
Vez ou outra, alguma memória ainda voltava.
Porém, nenhuma expectativa de reencontro.
Esse mundo virtual me pareceu bastante descartável após esse acontecimento.
Já havia passado 6 meses desde que nos encontramos.
Já quase não lembrava sequer da sua fisionomia.
Maio. Eram minhas férias. Saguão do aeroporto de Ribeirão. Aguardando o embarque para o voo a São Paulo.
De repente, vindo pelas minhas costas, alguém me puxa pelo braço.
"E aí, como é que você tá?"
Tive um pequeno delay para assimilar a informação.
Fred! Lembrei!
Espantada, exclamei há quanto tempo não nos falávamos.
Tivemos uma conversa rápida.
Viagem de férias ou a trabalho. Qual o destino. Quem já tinha ido. Quem não. Como estava o filho. Se o olho estava bem.
O máximo de assunto possível naqueles 5 minutos.
Apesar de ser provável, jamais esperaria encontrá-lo novamente.
E, principalmente, dele vir me cumprimentar.
Afinal, se eu fiz mesmo caras e bocas como todos disseram, ele tinha inúmeros motivos para se afastar. Não aproximar.
Pegamos o voo.
E durante todas as quase duas horas que duraram aquela viagem algo ficou remoendo meus pensamentos: Por que?
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