Foi assim que começou mais uma história...
Quem era ele dessa vez?
Vitor.
26 anos.
Aquele ar misterioso por trás de seus óculos.
Alto. Quase 2 metros de altura.
Tão grande quanto a fama de sua cidade: Itu.
Apesar de não gostar muito de ser tratada como "moça", afinal me parece uma tratativa muito genérica, distante, impessoal, percebia que era o máximo que sua timidez conseguia expressar.
Conseguia relevar esse ponto diante do quanto apreciava nossa conversa.
Admirava o quanto ele já tinha vivido nesses seus 20 e poucos anos.
Conhecia vários países.
Já havia até morado em alguns deles.
Falava vários idiomas.
Bonito, independente, inteligente, educado...
Parecia ser até mentira encontrar alguém tão, aos meus olhos, perfeito assim.
Suas mensagens eram tão bem escritas, que o uso correto do português, diante do que estamos acostumados atualmente, chegava a assustar.
Fiz questão de reconhecer isso.
"É porque eu leio bastante, normalmente ajuda o vocabulário", justificava ele.
Ficávamos até tarde jogando conversa fora.
Geralmente, eu era a primeira a dormir.
Seu hábito de dormir pouco o mantinha acordado por mais tempo que eu.
E nada que atrapalhasse que, no outro dia, logo pela manhã, me mandasse um "bom dia" animado.
Quantos altos e baixos tivemos.
Mal poderia imaginar que hoje, dois anos depois, ainda teria contato com ele.
Por isso, desse aqui, ainda vou contar mais...
Mais pra frente...
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