Dizem que o primeiro "match" a gente nunca esquece!
Posso concordar com essa afirmação.
Nome: Júnior (Na verdade, Wilson. Mas, assim preferia por achar mais jovial)
Idade: 30 e poucos
Cidade: São José dos Campos
Loiro... Alto... Viajado... Independente... Inteligente... Bom de papo...
Como não ser atraente com tantos atributos assim?
Tão pronto trocamos nossos números, começou a compartilhar suas histórias.
Já sabia da sua profissão, do seu último relacionamento, suas qualidades e seus defeitos.
Já tinha visto algumas fotos de suas viagens ou, até mesmo, daquela sexta-feira sagrada, reservada para levar sua filha para brincar no play do shopping.
Atencioso, sempre fazia questão de perguntar como estava sendo meu dia ou quais seriam os planos pro final de semana.
Sexta-feira.
Horário de almoço.
Meu celular me notifica uma nova mensagem recebida.
Um video.
Lá estava ele.
Dirigindo seu carro. (Ok, concordo que isso não é tão bacana. Usar celular dirigindo contraria as normas de trânsito. Mas, confesso, que isso naquele momento nem foi imaginado)
Os cabelos loiros impecavelmente ajeitados como sempre.
Contrastando com sua camiseta preta.
E aqueles óculos espelhados.
"Oi, meu amor! Tudo bem?"
Assim ele começava seu discurso, dizendo passar um pouco do meio-dia e estar a caminho do almoço.
Como era de costume, preocupou-se em perguntar se eu já havia almoçado também.
Por dias, a fio, trocamos muitas mensagens.
Fotos, saudações de "bom dia" e "boa noite", aquela vontade de saber do outro já fazia parte da nossa rotina.
Mas, não demorou muito ele começou a parecer distante.
Após algumas semanas de intenso contato, já não havia muita reciprocidade entre nós.
As mensagens eram visualizadas, mas não mais respondidas.
Puft! E como num passe de mágica, ele desapareceu.
Quando isso acontece fica sempre aquela incógnita: será que foi algo que falei ou fiz que ele não gostou? Será que estou sendo chata demais? Ou meu assunto não é mais interessante?
Aquela velha mania de fazer a mea-culpa. Achando que a mulher é sempre a responsável por fazer uma relação naufragar.
Lembra da minha teimosia e insistência já relatada num post anterior?
Pois é, nessa história não seria diferente.
Mandei mais uma mensagem... E outra... Insisti numa terceira... Até que ele resolveu se manifestar.
A que se devia seu sumiço?
Que ele havia encontrado uma pessoa, que estavam se conhecendo e que estava se tornando sério. Portanto, não cabia mais ficar mantendo nosso contato virtual.
Sem dúvida alguma, relacionamentos reais tem um peso significativamente maior que os virtuais.
Não há nada que compense o toque, o abraço, o cheiro...
Mas nunca entendi qual a dificuldade de falar abertamente sobre isso.
Apesar de entender perfeitamente que a probabilidade de um relacionamento virtual tornar-se real é mínima, considerando-se questões como distância, vida profissional, etc., num mundo frio em que vivemos atualmente, é difícil não se apegar a tanto cuidado e gentileza.
Nunca estamos preparados para ouvir aquilo que não queremos.
É ruim, muitas vezes até parece cruel.
Porém, sempre preferi levar o choque de realidade e, a partir dali, seguir adiante. Do que ficar eternamente com a dúvida do que poderia ter acontecido.
Ao receber aquela última mensagem, foi um balde de água fria.
Na hora só conseguia mentalmente desejar as piores coisas pra ele.
É aquela já conhecida sensação de ter feito papel de trouxa.
Hoje, quando o sangue italiano já esfriou, entendo melhor a atitude dele.
E bola pra frente...
Pessoas se vão, para que novas cheguem!
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