quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Me irrita ou me encanta?

"E no meio de tanta gente eu encontrei você.
Entre tanta gente chata sem nenhuma graça"


Me irrita...

Me irrita quando não te vejo...
Me irrita quando não vem falar comigo...
Me irrita quando não atende minhas ligações...
Me irrita quando não me dá a atenção que eu espero...
Me irrita quando não responde minhas mensagens...
Me irrita esperar você tomar atitude...
Me irrita não conseguir decifrar-te!

Me encanta...

Me encanta quando recebo um ‘olá’ ou um ‘bom dia’ seu...
Me encanta quando você me pergunta como foram coisas do meu dia...
Me encanta conversar olhando em seus olhos...
Me encanta seus trejeitos engraçados...
Me encanta quando você me diz: "Te espero na portaria então"

Entre irritações e encantamentos, vou levando a minha ilusão.
E quando as pessoas, espantadas, dizem: “Ele?”
Eu respondo: “Sim, ELE!”

É ele que eu escolhi...
É dele que eu espero um abraço apertado, um beijo gostoso...
Uma chance pra poder dizer: “Eu vou te fazer feliz!”

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

A carona

Os dias foram passando...
Já fazia meses que conversávamos.
Descobrimos que tínhamos enormes diferenças.
Ele preferia a noite. Eu, o dia.
Coisas simples que eu fazia, ele ainda não tinha experimentado.
Já o havia convidado várias vezes para sair.
Agora sem nenhuma intenção a não ser nos divertirmos como amigos. Eu tinha aceitado a realidade de não tê-lo.
Uma rodada de boliche ou um simples happy hour de espetinhos no buteco próximo ao trabalho.
Sempre ele estava sem dinheiro ou, por ‘n’ outras razões não poderia ir.
Acho que ele temia que eu o agarrasse, seqüestrasse, abduzisse ou coisa assim.
Decidi que não o convidaria mais.
Continuamos nos falando... Estando em casa ou não, pelo computador ou pelo celular.
Determinado dia, quando ele saiu para sacar dinheiro num terminal de atendimento eletrônico do seu banco, seu carro parou de funcionar sem nenhuma razão aparente.
Momentaneamente o problema foi resolvido acionando-se o seguro, mas até que fosse solucionado definitivamente, ele teria que ir ao trabalho a pé.
A caminhada não era curta e, à noite, o local se tornava um tanto quanto perigoso.
Ele já havia me dito onde morava. Ficava no meu trajeto casa-trabalho.
Nossos horários estavam coincidindo e lhe ofereci uma carona.
Para minha surpresa, ele aceitou.
E assim fiz por uma, duas, três... sei lá quantas vezes.
Buscando-o às sete horas da manhã ou deixando-o em casa às oito horas da noite.
Sempre que ele entrava no carro, esperava que viesse me cumprimentar com um beijo no rosto.
Mas esperava ainda mais que, quando ele estivesse descendo, se despedisse com um longo beijo na boca.
ATITUDE. Olhava fixa e intensamente em seus olhos esperando que a qualquer momento ele agisse assim.
Não aconteceu. Até pensei (e muito!) em tomar essa atitude, mas a insegurança de ter sido dispensada uma vez não me deixou.

-Fulano acabou de chamar sua atenção-

Era quase sempre assim que sua janela do MSN aparecia em meu computador.
“Chamar minha atenção?” - Nem era necessário.
Meus olhos já faziam questão de procurar você.
Estivesse você formalmente vestindo sua calça social e camisa preta de risca de giz.
Ou, nos dias mais frios, seu suéter preto de gola alta contrastando com seu rosto claro de cabelos escuros.
Ou, ainda, naquela básica camiseta branca (a minha preferida), no dia em que tinha cortado os cabelos e recém feito a barba.
Um único adjetivo resumia minha visão: Lindo!
Contentava-me apenas com isso: vê-lo.
E para que eu pudesse ter a certeza de encontrá-lo, na noite anterior, sempre antes de nos despedirmos ao final da nossa conversa, eu perguntava: “Te vejo amanhã?”
“Opa, com certeza!” era a melhor resposta pra me proporcionar uma excelente noite de sono.
Víamos-nos em eventuais encontros ou em ocasiões intencionalmente provocadas.
Disseram-me que meu sorriso se estampava em meu rosto e meus olhos brilhavam cada vez que isso acontecia.
Fato é que, quando me faltava um “Boa noite!” às oito horas da manhã ou um “Bom dia!” às sete horas da noite (sim, divertidamente, trocávamos o dia pela noite), meu ânimo não era o mesmo e o dia passava a ser entediante.
Não entendo porque aquela rejeição agora me levava a me apegar cada vez mais.

Você apareceu do nada...

“Você apareceu do nada
E você mexeu demais comigo
Não quero ser só mais umA amigA”


Duas coisas posso afirmar que são incontestáveis:
1 – Músicas realmente definem momentos vividos
2 – Sentimentos não são controláveis


Certas coisas são difíceis relembrar como começaram...
Mas me lembro que o único comentário que fiz ao vê-lo pela primeira vez foi: “Interessante ele, né?”
E logo estava eu, pensando num pretexto para iniciarmos uma conversa.
Não foi difícil...
Trocamos algumas palavras... Adicionamos-nos nas redes sociais... E passamos a nos falar, quase que diariamente, nesses programas de mensagens instantâneas.
Dias depois já sabia coisas de sua infância, sua família, suas farras e suas bebedeiras.
Falávamos sobre roteiros de viagens, trabalho... Até brincávamos de adivinhação de imagens!
Assunto não nos faltava. Passamos horas jogando conversa fora.
Meu interesse por ele estava evidente.
Já não me bastava apenas nossas conversas. Queria abraçá-lo, beijá-lo.
E surge a hora de pensar: “Tentar ou não tentar?”
Sempre tive em mente poder me arrepender do que fiz, não do que poderia ter feito.
Assim sendo, falei claramente o que queria e se devia levar adiante.
A resposta não demorou muito a chegar e, infelizmente, caiu em mim como um balde de água fria.
“Sei que é difícil falar e ouvir isso, mas somos AMIGOS!”
Não era bem isso que esperava e, sobretudo, gostaria de ouvir (quer dizer, ler).
Fui dormir, confesso, decepcionada.
Mas somos adultos e aprendemos a lidar com situações como esta.
Um ‘não’, na hora, parece o fim do mundo, mas não é!

PS: Naquela noite, prometi que iria provar que ele havia tomado uma péssima decisão.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

"Senhora Algum-Sobrenome" no tribunal

Parece até que virou moda...
Um 'A' falado de forma diferente, um email enviado num momento inoportuno, um papel higiênico que não vem picotado, uma variedade de chocolate que não vem na caixa de bombom... Tudo atualmente é motivo para processo.
E enche-se a boca para falar: PROCESSO!
Assédio, danos morais e materiais, calúnia, difamação e o mais novo a integrar a lista bullying.
Confesso: tenho dois processos em andamento. Mas todos reais e com fatos que comprovem a negligência que houve no caso e que me levou a tomar medidas extremas.
Contudo não entraremos no mérito da veracidade, já que o intuito aqui não é julgar se são procedentes ou não.
Voltemos...
E eis que, por uma questão trabalhista, fui novamente testemunhar em mais um processo.
Já até perdi as contas de quantas vezes minha presença no fórum foi solicitada.
Após alguns minutos (entenda-se horas) de espera, o alto-falante comunica: “2ª Vara – Testemunha Fulana”.
E lá vou eu, como um boi rumando ao matadouro.
Assim que entro na sala, a juíza imediatamente se dirige a mim: “Fulana, me dê seu documento e sente-se nessa cadeira”
Já estava preparada pra dizer a verdade... Somente a verdade como enfatiza o bordão.
Primeira pergunta: “Sua idade?”
- “30”
Sem maiores problemas!
O uso contínuo de creme rejuvenescedor combinado com uma excelente tonalidade de tintura capilar tem contribuído para esconder meus fios de cabelo branco e não aparentar ser uma balzaquiana.
Próxima pergunta: “Estado civil?”
- “Solteira”
Pronto! Neste momento me senti sim em um tribunal.
O peso de associar trinta anos com o estado civil solteira caiu como uma bomba atômica sobre o recinto.
Ali estava eu, confessando estar mais encalhada que um navio da Segunda Guerra.
Como já me havia sido recomendado no início do interrogatório, eu não podia, em hipótese alguma, olhar para qualquer outra pessoa presente naquela sala, mas logo imaginei a reação daquela dúzia de seres humanos, se entreolhando, como se recriminassem o fato de ainda não ter adotado o título de “Senhora Algum-Sobrenome”.
Mas, se até a Duquesa de Alba se casou com 85 anos, sinal de que ainda tenho esperança! rsrsrs
Não que eu queira esperar até lá... hehehehe

É uma pena...

É uma pena que ela more perto daquele ribeirão e ele no alto daquela colina...
É uma pena que ele tire conclusões sobre os sentimentos dela sem saber exatamente quais são e a intensidade deles...
É uma pena que ela passe uma semana ansiosa por notícias dele para que quando ele apareça, mal converse com ela...
É uma pena que ela queira saber dele, da sua vida e ele não perceber o quanto ela se importa...
É uma pena que ele tenha despertado nela a vontade de ficar com ele para que depois ele tire dela a possibilidade...
É uma pena que ela tenha se deixado levar pelo coração quando deveria ter agido pela razão...
É uma pena que ela queira abraçá-lo, mas 101 km nesse momento a impossibilitem...
É uma pena que ela pense tanto nele, mas ele nem se lembre dela...
É uma pena que ela o sinta tão distante agora...
É uma pena que agora ela tenha que acordar para a realidade...
É uma pena que ele tenha feito ela se empolgar...
É uma pena que ele não acredite nela...
É uma pena...

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

A queda

Na linguagem vulgar, "levar um tombo" tem o significado de enganar, passar a perna, tirar vantagem ilícita. Para mim, tem o sentido mais literal da frase: cair ao solo, descer no espaço em virtude da gravidade, prostar-se. É fato e evidente que eu e o chão temos uma atração física imensurável... e diga-se de passagem, inevitável. Hoje, mais uma vez, tive uma prova clara disso.
Moro em um pequeno condomínio formado por quatro apartamentos. O síndico, recém designado para a administração do prédio, mas até então provisoriamente entitulado, vive em um desses apartamentos. Inclusive, no momento do acontecido, não estava presente. Suas recentes preocupações se davam por detalhes que, para qualquer outra pessoa que pensasse no bem-estar coletivo, passariam despercebido. "Precisa-se limpar as teias-de-aranha do extintores"... "Devemos pintar as escadarias em tons de amarelo e laranja para dar mais luminosidade ao ambiente", ouvia-se em seus discursos. Claro que se contratamos uma pessoa para zelar pelas dependências do lugar, queremos que ela o mantenha limpo da melhor maneira possível. Mas sabe aquela velha história de que "por fora bela viola, por dentro pão bolorento"? Certamente esse dito popular nunca foi tão bem empregado. Enquanto concentrava seus esforços em algo, sob meu ponto de vista, inútil, apesar de ter sido sinalizado anteriormente, esqueceu-se de conferir a situação da caixa de gordura do edifício que, já sem capacidade de armazenamento, vazou. Parte da garagem foi então afetada com seus resíduos, sem contar com o cheiro que ficou impregnado lá por horas. Reconheço que sou teimosa e que minha teimosia nem sempre me traz bons resultados. Como de costume, fui até a garagem, que fica no subsolo do prédio, para pegar meu carro e ir para o trabalho. Minha mãe, me alertando: "toma cuidado pra não escorregar!". Ah, se eu a estivesse escutado... Desci o primeiro lance de escadas e, com um leve escorregão, percebi que não ia dar muito certo. Mas insisti. "Não mãe, não tem probl...". Não fui capaz nem de concluir a frase sem que antes estivesse alí, de joelhos no chão! Apesar do meu sapateado frenético, que não deixaria nada a dever a Fred Astaire, não consegui manter o equilíbrio. Bolsa para um lado, a marmita para outro e a chave do carro lançada a alguns centímetros. Numa fração de segundos aquele piso tinha se transformado numa mistura de vaselina concentrada, com sabão, com mais qualquer outra substância, a mais escorregadia possível que se possa imaginar. A raiva e a dor, naquele instante, tomaram conta do meu ser. Voltei pra casa, tomei um banho e troquei de roupa. Só depois, pude sair para trabalhar. Já com a sensação de que tinha começado muito bem meu dia. Depois que passa, a gente até ri.
Conclusões:
1 - Como já dizia o sábio Forrest Gump: "Shit happens!"
2 - Do chão realmente não passa!
3 - SEMPRE devemos ouvir os conselhos de mãe
4 - Mais um hematoma para as dezenas que já possuo.
5 - Já posso ser escalada para ser a personagem principal de "Happy Feet"... rsrs
6 - Não ria de um amigo seu já passou por isso! Cedo ou tarde pode ser você!

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

A barata voadora

Ok. Concordo que o ser humano tenha invadido o ambiente dos animais, mas será que eles não podem respeitar nosso espaço?
Segunda-feira, à noite, estou sentada diante do computador, conectada a um desses programas de mensagens instantâneas, debatendo com meu amigo, os assuntos profissionais de um dia estressante e tumultuado de trabalho. Eis que vejo em meu quarto, uma barata enorme (sabe que pra mulher, a proporção desse inseto é sempre maior do que os nossos olhos podem ver), dessas estilo "Mestre dos Magos", que surgem do nada e desaparecem pra lugar algum!. Segundo a Lei de Darwin, "só os fortes sobrevivem", comparando-nos, suas chances de sobrevivência eram mínimas. Assim, minha ordem era exterminá-la. Com o chinelo na mão, fui em sua direção. Apesar da convicção de que seria o fim dela, há sempre aquela sensação de que, a qualquer momento, ela poderia revidar, partir pra cima de mim, voar em meu cabelo ou subir em minhas pernas. Dei o primeiro golpe e nada! Dei o segundo e nada! Por um momento achei que fosse um gato e teria ainda outras cinco tentativas. Agilmente, quis vir em minha direção e eu, meio saltitante disparei uns "ui... ui..." achando que fosse resolver alguma coisa. Minha irmã, muito corajosa, a uns 500 metros de distância gritava: "Mata.... mata... Já matou?". Em alguns momentos, desconfiei se estava em meu favor ou do repugnante inseto. Como não me dou por vencida tão facilmente (mesmo porque não consideraria a ideia de conviver com aquele ser), dei meu último golpe... o derradeiro... um 'Fatality'!... Imagine o que sobrou? Uma gosma ainda mais horripilante no meio do hall do apartamento. Só me restava ocultar aquele minúsculo cadáver (se apesar de tudo ainda podemos chamar assim) e limpar todas as provas e o local do crime.
Caso contrário, isso poderia causar-me problemas com o IBAMA! rsrs

A crise dos 30 chega SIM!

Final de ano é igual a "Festa da Firma"... Num linguajar mais rebuscado, aquela confraternização promovida pela empresa para celebrar um ano produtivo de seus funcionários. E dessas festas sempre sobra uma história pra contar...
Nossa confraternização foi um tanto modesta. Combinamos de ir a uma pizzaria cujo nome me parecia familiar "Ana"... "Mamma Ana". Como havia estacionamento conveniado, atravessando-se a avenida em frente, resolvi parar meu carro lá. O simpático manobrista, até então não estou sendo irônica, logo me perguntou: "Vai na cachaçaria né?". Apesar de indiretamente ter sido tratada por uma consumidora de destilados e fermentados, vulga pinguça, respondi, ainda num tom cordial: "Não, estou indo na pizzaria. Na "Mamma Mia!". O fato de ter errado o nome do local era um sinal evidente de que havia ficado transtornada com o comentário inoportuno do cidadão. Pois bem, passado isso desfrutamos um delicioso rodízio de pizzas com direito a refrigerante e chopp. Não estou sendo contraditória! Chopp eu até tomo! Somente um! Quando o meu copo já havia esvaziado, eis que surge um simpático garçom (agora sim, depois da primeira experiência, estou sendo irônica) e profere sua pergunta: "A SENHORA deseja mais um chopp?". Aquilo soou e ressoou em meus ouvidos como as doze badaladas do Big Ben... Pronto! Por mais que mentalmente -e nem fisicamente- pareça, acreditei que estava evidente que havia completado 30 anos! Será que minhas rugas e meus pés-de-galinha me incriminavam tanto assim? Pensei em pedir mais meia dúzia de chopp para afogar minhas mágoas naquela noite mas sutilmente respondi: "Não, obrigada!". Ele virou-se e foi servir as demais mesas. E eu ali continuei.
É... por mais que tentamos evitar, os 30 anos chegam. Só não podemos deixar a crise que essa idade representa nos abater.
Mas não custa nada se precaver né? Vou pedir um creme rejuvenescedor! rsrs

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

E eis que surge...

Quando ouvia falar em blog, blog, blog... sempre pensei por que criar um blog?
Por incrível que parece, hoje pensei: por que não criar um blog?
E eis que surge o "Pijama de Bolso"!!
O nome não foi escolhido ao acaso...
Quantas vezes já não paramos e nos perguntamos: "Por que pijama tem bolso?"
Nunca conseguimos encontrar uma resposta convincente, com embasamento.
Mas temos certeza que, por mais inútil, desnecessário, que possa parecer, se aquele bolso está alí é porque é preciso... é porque tem algum significado.

Welcome and enjoy it!