Era quase sempre assim que sua janela do MSN aparecia em
meu computador.
“Chamar minha atenção?” - Nem era necessário.
Meus olhos já faziam questão de procurar você.
Estivesse você formalmente vestindo sua calça social e
camisa preta de risca de giz.
Ou, nos dias mais frios, seu suéter preto de gola alta contrastando
com seu rosto claro de cabelos escuros.
Ou, ainda, naquela básica camiseta branca (a minha
preferida), no dia em que tinha cortado os cabelos e recém feito a barba.
Um único adjetivo resumia minha visão: Lindo!
Contentava-me apenas com isso: vê-lo.
E para que eu pudesse ter a certeza de encontrá-lo, na noite
anterior, sempre antes de nos despedirmos ao final da nossa conversa, eu
perguntava: “Te vejo amanhã?”
“Opa, com certeza!” era
a melhor resposta pra me proporcionar uma excelente noite de sono.
Víamos-nos em eventuais encontros ou em ocasiões
intencionalmente provocadas.
Disseram-me que meu sorriso se estampava em meu rosto e meus
olhos brilhavam cada vez que isso acontecia.
Fato é que, quando me faltava um “Boa noite!” às oito horas da manhã ou um “Bom dia!” às sete horas da noite (sim, divertidamente, trocávamos
o dia pela noite), meu ânimo não era o mesmo e o dia passava a ser entediante.
Não entendo porque aquela rejeição agora me levava a me
apegar cada vez mais.
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