Foi assim que começou mais uma história...
Quem era ele dessa vez?
Vitor.
26 anos.
Aquele ar misterioso por trás de seus óculos.
Alto. Quase 2 metros de altura.
Tão grande quanto a fama de sua cidade: Itu.
Apesar de não gostar muito de ser tratada como "moça", afinal me parece uma tratativa muito genérica, distante, impessoal, percebia que era o máximo que sua timidez conseguia expressar.
Conseguia relevar esse ponto diante do quanto apreciava nossa conversa.
Admirava o quanto ele já tinha vivido nesses seus 20 e poucos anos.
Conhecia vários países.
Já havia até morado em alguns deles.
Falava vários idiomas.
Bonito, independente, inteligente, educado...
Parecia ser até mentira encontrar alguém tão, aos meus olhos, perfeito assim.
Suas mensagens eram tão bem escritas, que o uso correto do português, diante do que estamos acostumados atualmente, chegava a assustar.
Fiz questão de reconhecer isso.
"É porque eu leio bastante, normalmente ajuda o vocabulário", justificava ele.
Ficávamos até tarde jogando conversa fora.
Geralmente, eu era a primeira a dormir.
Seu hábito de dormir pouco o mantinha acordado por mais tempo que eu.
E nada que atrapalhasse que, no outro dia, logo pela manhã, me mandasse um "bom dia" animado.
Quantos altos e baixos tivemos.
Mal poderia imaginar que hoje, dois anos depois, ainda teria contato com ele.
Por isso, desse aqui, ainda vou contar mais...
Mais pra frente...
domingo, 31 de julho de 2016
Pra esquerda ou pra direita?
Não sei explicar o que, exatamente, acontece.
Mas, parece que depois do primeiro "match" você é tomado por uma vontade de que muitos outros aconteçam.
A possibilidade (e curiosidade) de conhecer pessoas fora do seu círculo habitual, te torna quase que um caçador de "matches".
É uma busca desenfreada que acaba com sua cota diária de curtidas em alguns minutos.
Pra direita esse.
Pra esquerda esse outro.
Os dedos chegam a ficar exaustos das inúmeras tentativas de uma combinação.
Não demora muito pra novos "cachos" aparecerem.
Sim. Foi dessa maneira que divertidamente apelidamos aqueles que conseguimos manter contato por um tempo razoável.
*cachos: termo pradopolense utilizado para denominar pseudos-relacionamentos
Mas, parece que depois do primeiro "match" você é tomado por uma vontade de que muitos outros aconteçam.
A possibilidade (e curiosidade) de conhecer pessoas fora do seu círculo habitual, te torna quase que um caçador de "matches".
É uma busca desenfreada que acaba com sua cota diária de curtidas em alguns minutos.
Pra direita esse.
Pra esquerda esse outro.
Os dedos chegam a ficar exaustos das inúmeras tentativas de uma combinação.
Não demora muito pra novos "cachos" aparecerem.
Sim. Foi dessa maneira que divertidamente apelidamos aqueles que conseguimos manter contato por um tempo razoável.
*cachos: termo pradopolense utilizado para denominar pseudos-relacionamentos
O primeiro "match" a gente nunca esquece!
Dizem que o primeiro "match" a gente nunca esquece!
Posso concordar com essa afirmação.
Nome: Júnior (Na verdade, Wilson. Mas, assim preferia por achar mais jovial)
Idade: 30 e poucos
Cidade: São José dos Campos
Loiro... Alto... Viajado... Independente... Inteligente... Bom de papo...
Como não ser atraente com tantos atributos assim?
Tão pronto trocamos nossos números, começou a compartilhar suas histórias.
Já sabia da sua profissão, do seu último relacionamento, suas qualidades e seus defeitos.
Já tinha visto algumas fotos de suas viagens ou, até mesmo, daquela sexta-feira sagrada, reservada para levar sua filha para brincar no play do shopping.
Atencioso, sempre fazia questão de perguntar como estava sendo meu dia ou quais seriam os planos pro final de semana.
Sexta-feira.
Horário de almoço.
Meu celular me notifica uma nova mensagem recebida.
Um video.
Lá estava ele.
Dirigindo seu carro. (Ok, concordo que isso não é tão bacana. Usar celular dirigindo contraria as normas de trânsito. Mas, confesso, que isso naquele momento nem foi imaginado)
Os cabelos loiros impecavelmente ajeitados como sempre.
Contrastando com sua camiseta preta.
E aqueles óculos espelhados.
"Oi, meu amor! Tudo bem?"
Assim ele começava seu discurso, dizendo passar um pouco do meio-dia e estar a caminho do almoço.
Como era de costume, preocupou-se em perguntar se eu já havia almoçado também.
Por dias, a fio, trocamos muitas mensagens.
Fotos, saudações de "bom dia" e "boa noite", aquela vontade de saber do outro já fazia parte da nossa rotina.
Mas, não demorou muito ele começou a parecer distante.
Após algumas semanas de intenso contato, já não havia muita reciprocidade entre nós.
As mensagens eram visualizadas, mas não mais respondidas.
Puft! E como num passe de mágica, ele desapareceu.
Quando isso acontece fica sempre aquela incógnita: será que foi algo que falei ou fiz que ele não gostou? Será que estou sendo chata demais? Ou meu assunto não é mais interessante?
Aquela velha mania de fazer a mea-culpa. Achando que a mulher é sempre a responsável por fazer uma relação naufragar.
Lembra da minha teimosia e insistência já relatada num post anterior?
Pois é, nessa história não seria diferente.
Mandei mais uma mensagem... E outra... Insisti numa terceira... Até que ele resolveu se manifestar.
A que se devia seu sumiço?
Que ele havia encontrado uma pessoa, que estavam se conhecendo e que estava se tornando sério. Portanto, não cabia mais ficar mantendo nosso contato virtual.
Sem dúvida alguma, relacionamentos reais tem um peso significativamente maior que os virtuais.
Não há nada que compense o toque, o abraço, o cheiro...
Mas nunca entendi qual a dificuldade de falar abertamente sobre isso.
Apesar de entender perfeitamente que a probabilidade de um relacionamento virtual tornar-se real é mínima, considerando-se questões como distância, vida profissional, etc., num mundo frio em que vivemos atualmente, é difícil não se apegar a tanto cuidado e gentileza.
Nunca estamos preparados para ouvir aquilo que não queremos.
É ruim, muitas vezes até parece cruel.
Porém, sempre preferi levar o choque de realidade e, a partir dali, seguir adiante. Do que ficar eternamente com a dúvida do que poderia ter acontecido.
Ao receber aquela última mensagem, foi um balde de água fria.
Na hora só conseguia mentalmente desejar as piores coisas pra ele.
É aquela já conhecida sensação de ter feito papel de trouxa.
Hoje, quando o sangue italiano já esfriou, entendo melhor a atitude dele.
E bola pra frente...
Pessoas se vão, para que novas cheguem!
Posso concordar com essa afirmação.
Nome: Júnior (Na verdade, Wilson. Mas, assim preferia por achar mais jovial)
Idade: 30 e poucos
Cidade: São José dos Campos
Loiro... Alto... Viajado... Independente... Inteligente... Bom de papo...
Como não ser atraente com tantos atributos assim?
Tão pronto trocamos nossos números, começou a compartilhar suas histórias.
Já sabia da sua profissão, do seu último relacionamento, suas qualidades e seus defeitos.
Já tinha visto algumas fotos de suas viagens ou, até mesmo, daquela sexta-feira sagrada, reservada para levar sua filha para brincar no play do shopping.
Atencioso, sempre fazia questão de perguntar como estava sendo meu dia ou quais seriam os planos pro final de semana.
Sexta-feira.
Horário de almoço.
Meu celular me notifica uma nova mensagem recebida.
Um video.
Lá estava ele.
Dirigindo seu carro. (Ok, concordo que isso não é tão bacana. Usar celular dirigindo contraria as normas de trânsito. Mas, confesso, que isso naquele momento nem foi imaginado)
Os cabelos loiros impecavelmente ajeitados como sempre.
Contrastando com sua camiseta preta.
E aqueles óculos espelhados.
"Oi, meu amor! Tudo bem?"
Assim ele começava seu discurso, dizendo passar um pouco do meio-dia e estar a caminho do almoço.
Como era de costume, preocupou-se em perguntar se eu já havia almoçado também.
Por dias, a fio, trocamos muitas mensagens.
Fotos, saudações de "bom dia" e "boa noite", aquela vontade de saber do outro já fazia parte da nossa rotina.
Mas, não demorou muito ele começou a parecer distante.
Após algumas semanas de intenso contato, já não havia muita reciprocidade entre nós.
As mensagens eram visualizadas, mas não mais respondidas.
Puft! E como num passe de mágica, ele desapareceu.
Quando isso acontece fica sempre aquela incógnita: será que foi algo que falei ou fiz que ele não gostou? Será que estou sendo chata demais? Ou meu assunto não é mais interessante?
Aquela velha mania de fazer a mea-culpa. Achando que a mulher é sempre a responsável por fazer uma relação naufragar.
Lembra da minha teimosia e insistência já relatada num post anterior?
Pois é, nessa história não seria diferente.
Mandei mais uma mensagem... E outra... Insisti numa terceira... Até que ele resolveu se manifestar.
A que se devia seu sumiço?
Que ele havia encontrado uma pessoa, que estavam se conhecendo e que estava se tornando sério. Portanto, não cabia mais ficar mantendo nosso contato virtual.
Sem dúvida alguma, relacionamentos reais tem um peso significativamente maior que os virtuais.
Não há nada que compense o toque, o abraço, o cheiro...
Mas nunca entendi qual a dificuldade de falar abertamente sobre isso.
Apesar de entender perfeitamente que a probabilidade de um relacionamento virtual tornar-se real é mínima, considerando-se questões como distância, vida profissional, etc., num mundo frio em que vivemos atualmente, é difícil não se apegar a tanto cuidado e gentileza.
Nunca estamos preparados para ouvir aquilo que não queremos.
É ruim, muitas vezes até parece cruel.
Porém, sempre preferi levar o choque de realidade e, a partir dali, seguir adiante. Do que ficar eternamente com a dúvida do que poderia ter acontecido.
Ao receber aquela última mensagem, foi um balde de água fria.
Na hora só conseguia mentalmente desejar as piores coisas pra ele.
É aquela já conhecida sensação de ter feito papel de trouxa.
Hoje, quando o sangue italiano já esfriou, entendo melhor a atitude dele.
E bola pra frente...
Pessoas se vão, para que novas cheguem!
Pondo na balança...
Sabe aquela velha teoria que diz "o legal da vida é ter histórias pra contar"?
Acho que ela cai como uma luva para mim agora...
Nesses meses de experimentação de paquera virtual, o que não me sobraram foram "causos" pra contar!
Muitos, óbvio e graças a Deus, a minha memória fez questão de apagar.
Outros, entretanto, foram difíceis de esquecer...
Muitos, me fizeram gargalhar de alegria.
Seja por uma piada aparentemente sem graça ou por aquela dancinha razoavelmente coreografada da Anitta exibida num video.
Outros, me fizeram me debulhar em lágrimas de tristeza...
Muitos, me fizeram me sentir a garota mais especial desse mundo.
Outros, acabaram com a minha auto-estima...
Muitos, me compartilharam momentos simples do seu dia-a-dia.
Fotos daquele jantar preparado no capricho, daquele peixe pescado no final de semana, do bolo de aniversário, a carne prestes a ser assada no churrasco em família, do filho, daquela farda especial para enfrentar uma manhã fria...
Outros, fizeram apenas questão de compartilhar "suas partes".
Acreditando que se tornavam mais atraentes vangloriando os centímetros do seu "membro de ouro".
Cada um escolhia seu melhor dote para divulgar.
Coube a mim separar o joio do trigo.
O que eu queria absorver e o que eu queria repelir.
E as melhorias histórias agora são parte da minha bagagem.
São aquelas que poderei contar daqui pra frente...
Acho que ela cai como uma luva para mim agora...
Nesses meses de experimentação de paquera virtual, o que não me sobraram foram "causos" pra contar!
Muitos, óbvio e graças a Deus, a minha memória fez questão de apagar.
Outros, entretanto, foram difíceis de esquecer...
Muitos, me fizeram gargalhar de alegria.
Seja por uma piada aparentemente sem graça ou por aquela dancinha razoavelmente coreografada da Anitta exibida num video.
Outros, me fizeram me debulhar em lágrimas de tristeza...
Muitos, me fizeram me sentir a garota mais especial desse mundo.
Outros, acabaram com a minha auto-estima...
Muitos, me compartilharam momentos simples do seu dia-a-dia.
Fotos daquele jantar preparado no capricho, daquele peixe pescado no final de semana, do bolo de aniversário, a carne prestes a ser assada no churrasco em família, do filho, daquela farda especial para enfrentar uma manhã fria...
Outros, fizeram apenas questão de compartilhar "suas partes".
Acreditando que se tornavam mais atraentes vangloriando os centímetros do seu "membro de ouro".
Cada um escolhia seu melhor dote para divulgar.
Coube a mim separar o joio do trigo.
O que eu queria absorver e o que eu queria repelir.
E as melhorias histórias agora são parte da minha bagagem.
São aquelas que poderei contar daqui pra frente...
Uma mistura cultural
Loiro
Negro
Alto
Baixo
Cabeludo
Careca
Engravatadinho
Roots
De perto
De longe
De muito longe!
Paulistas, mineiros, cariocas, brasileiros! Árabes, ingleses, espanhóis, italianos, chilenos, argentinos...
Vitors, Júniors, Freds, Betos, Andrés, Eduardos...
Não faltavam personalidades e características distintas.
Uma mistura de idiomas, de costumes e de valores infindável.
Daí a graça de lidar com o ser humano.
O enriquecimento com essa troca de cultura.
Claro que alguns passam por você pra te ensinar a não ser igual a eles.
Nada te acrescentam.
Apenas roubam o tempo que você desperdiçou tentando encontrar algo bom naquele contato.
Porém, há outros, que te fazem refletir e te fazem questionar se onde você está, quem você é e onde quer chegar é realmente o que você planejou.
Aaaaaaaah, esses são aqueles que encantam!
Negro
Alto
Baixo
Cabeludo
Careca
Engravatadinho
Roots
De perto
De longe
De muito longe!
Paulistas, mineiros, cariocas, brasileiros! Árabes, ingleses, espanhóis, italianos, chilenos, argentinos...
Vitors, Júniors, Freds, Betos, Andrés, Eduardos...
Não faltavam personalidades e características distintas.
Uma mistura de idiomas, de costumes e de valores infindável.
Daí a graça de lidar com o ser humano.
O enriquecimento com essa troca de cultura.
Claro que alguns passam por você pra te ensinar a não ser igual a eles.
Nada te acrescentam.
Apenas roubam o tempo que você desperdiçou tentando encontrar algo bom naquele contato.
Porém, há outros, que te fazem refletir e te fazem questionar se onde você está, quem você é e onde quer chegar é realmente o que você planejou.
Aaaaaaaah, esses são aqueles que encantam!
Me convença com 3 bons motivos!
Muitas conversas se iniciaram...
Muitas terminaram.
Umas por falta de afinidade.
Sim! É possível em apenas algumas frases constatar se o "seu santo" bate com o dele, ou não.
Outras, porque era impossível lidar com tanto abuso e falta de respeito vindo de tratamentos pejorativos ou assuntos invasivos para dois meros desconhecidos.
Poucas conversas continuaram...
Apesar da vasta "oferta" de corpos, poucas "mentes" valiam manter algum contato.
"Me manda um zap!" era a frase mais comum depois de alguns minutos de conversa.
Sou chata!
Só esse "zap" já seria um bom motivo pra desestimular um papo.
Para ter certeza, então, de que dali poderia sair uma conversa divertida, antes de passar o meu "zap" sempre vinha o desafio:
Uma simples frase...
Para uns, respondida de prontidão.
Para outros, algo extremamente difícil de ser respondido.
O que eu esperava com isso?
Perceber o grau de interesse, a criatividade, o bom humor...
Ingredientes esses, que sempre fazem o assunto fluir.
Aqueles que passavam no "crivo de qualidade" recebiam meu "zap".
Muitas terminaram.
Umas por falta de afinidade.
Sim! É possível em apenas algumas frases constatar se o "seu santo" bate com o dele, ou não.
Outras, porque era impossível lidar com tanto abuso e falta de respeito vindo de tratamentos pejorativos ou assuntos invasivos para dois meros desconhecidos.
Poucas conversas continuaram...
Apesar da vasta "oferta" de corpos, poucas "mentes" valiam manter algum contato.
"Me manda um zap!" era a frase mais comum depois de alguns minutos de conversa.
Sou chata!
Só esse "zap" já seria um bom motivo pra desestimular um papo.
Para ter certeza, então, de que dali poderia sair uma conversa divertida, antes de passar o meu "zap" sempre vinha o desafio:
"Me convença com 3 bons motivos..."
Uma simples frase...
Para uns, respondida de prontidão.
Para outros, algo extremamente difícil de ser respondido.
O que eu esperava com isso?
Perceber o grau de interesse, a criatividade, o bom humor...
Ingredientes esses, que sempre fazem o assunto fluir.
Aqueles que passavam no "crivo de qualidade" recebiam meu "zap".
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