terça-feira, 21 de abril de 2015

O que você procura aqui?

Como nem todo mundo é perfeito (eu menos ainda) e por ter prometido melhorar meu comportamento diante da síndrome que agora descobri que sofro, vou relevando alguns deslizes gramaticais, apesar de quase ter um ataque cardíaco quando bato os olhos e permitindo conhecer aqueles que gentilmente (ou nem tanto e logo saberá o porquê) me mandaram uma primeira mensagem de saudação.

"Bom dia! Como vai?"
"Olá! Tudo bem?"
A conversa, na maioria das vezes, começava da mesma maneira.
Haviam aqueles que já chegavam tecendo elogios à descrição ou às fotos do perfil.
E, no desenrolar daquele papo, é que se descobre qual a real intenção naquele aplicativo.

Por mais que seja um mundo virtual, em que as pessoas criam coragem de fazer ou dizer algo que não fariam na vida real, ainda há uma certa "cautela" para se extrair a informação desejada.

Dois exemplos bem recorrentes nesses vários diálogos que tive, são: "você mora sozinha?" e "o que você procura aqui?"

Um diretamente ligado ao outro. 
Se você responder que procura apenas sexo casual, sem perda de tempo pra fazer isso. Só marcar data, horário e entregar-se a esse prazer. E se morar sozinha então! Melhor ainda, economiza-se o dinheiro do motel.

É preciso certo preparo psicológico (e muito sangue frio) pra não se ofender com as ofertas que são feitas. Sexo a três, sacanagem sem compromisso, uma rapidinha em casa, entre tantas outras opções de encontro, fazem você se sentir como uma comida pedida em um delivery de um fast food qualquer.

Como em toda regra há a exceção, no aplicativo também não seria diferente.
Há aquele que parece ter surgido para mostrar que existe salvação...
Que não é só de putaria que se vive nesses aplicativos.

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