terça-feira, 18 de janeiro de 2011

A queda

Na linguagem vulgar, "levar um tombo" tem o significado de enganar, passar a perna, tirar vantagem ilícita. Para mim, tem o sentido mais literal da frase: cair ao solo, descer no espaço em virtude da gravidade, prostar-se. É fato e evidente que eu e o chão temos uma atração física imensurável... e diga-se de passagem, inevitável. Hoje, mais uma vez, tive uma prova clara disso.
Moro em um pequeno condomínio formado por quatro apartamentos. O síndico, recém designado para a administração do prédio, mas até então provisoriamente entitulado, vive em um desses apartamentos. Inclusive, no momento do acontecido, não estava presente. Suas recentes preocupações se davam por detalhes que, para qualquer outra pessoa que pensasse no bem-estar coletivo, passariam despercebido. "Precisa-se limpar as teias-de-aranha do extintores"... "Devemos pintar as escadarias em tons de amarelo e laranja para dar mais luminosidade ao ambiente", ouvia-se em seus discursos. Claro que se contratamos uma pessoa para zelar pelas dependências do lugar, queremos que ela o mantenha limpo da melhor maneira possível. Mas sabe aquela velha história de que "por fora bela viola, por dentro pão bolorento"? Certamente esse dito popular nunca foi tão bem empregado. Enquanto concentrava seus esforços em algo, sob meu ponto de vista, inútil, apesar de ter sido sinalizado anteriormente, esqueceu-se de conferir a situação da caixa de gordura do edifício que, já sem capacidade de armazenamento, vazou. Parte da garagem foi então afetada com seus resíduos, sem contar com o cheiro que ficou impregnado lá por horas. Reconheço que sou teimosa e que minha teimosia nem sempre me traz bons resultados. Como de costume, fui até a garagem, que fica no subsolo do prédio, para pegar meu carro e ir para o trabalho. Minha mãe, me alertando: "toma cuidado pra não escorregar!". Ah, se eu a estivesse escutado... Desci o primeiro lance de escadas e, com um leve escorregão, percebi que não ia dar muito certo. Mas insisti. "Não mãe, não tem probl...". Não fui capaz nem de concluir a frase sem que antes estivesse alí, de joelhos no chão! Apesar do meu sapateado frenético, que não deixaria nada a dever a Fred Astaire, não consegui manter o equilíbrio. Bolsa para um lado, a marmita para outro e a chave do carro lançada a alguns centímetros. Numa fração de segundos aquele piso tinha se transformado numa mistura de vaselina concentrada, com sabão, com mais qualquer outra substância, a mais escorregadia possível que se possa imaginar. A raiva e a dor, naquele instante, tomaram conta do meu ser. Voltei pra casa, tomei um banho e troquei de roupa. Só depois, pude sair para trabalhar. Já com a sensação de que tinha começado muito bem meu dia. Depois que passa, a gente até ri.
Conclusões:
1 - Como já dizia o sábio Forrest Gump: "Shit happens!"
2 - Do chão realmente não passa!
3 - SEMPRE devemos ouvir os conselhos de mãe
4 - Mais um hematoma para as dezenas que já possuo.
5 - Já posso ser escalada para ser a personagem principal de "Happy Feet"... rsrs
6 - Não ria de um amigo seu já passou por isso! Cedo ou tarde pode ser você!

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

A barata voadora

Ok. Concordo que o ser humano tenha invadido o ambiente dos animais, mas será que eles não podem respeitar nosso espaço?
Segunda-feira, à noite, estou sentada diante do computador, conectada a um desses programas de mensagens instantâneas, debatendo com meu amigo, os assuntos profissionais de um dia estressante e tumultuado de trabalho. Eis que vejo em meu quarto, uma barata enorme (sabe que pra mulher, a proporção desse inseto é sempre maior do que os nossos olhos podem ver), dessas estilo "Mestre dos Magos", que surgem do nada e desaparecem pra lugar algum!. Segundo a Lei de Darwin, "só os fortes sobrevivem", comparando-nos, suas chances de sobrevivência eram mínimas. Assim, minha ordem era exterminá-la. Com o chinelo na mão, fui em sua direção. Apesar da convicção de que seria o fim dela, há sempre aquela sensação de que, a qualquer momento, ela poderia revidar, partir pra cima de mim, voar em meu cabelo ou subir em minhas pernas. Dei o primeiro golpe e nada! Dei o segundo e nada! Por um momento achei que fosse um gato e teria ainda outras cinco tentativas. Agilmente, quis vir em minha direção e eu, meio saltitante disparei uns "ui... ui..." achando que fosse resolver alguma coisa. Minha irmã, muito corajosa, a uns 500 metros de distância gritava: "Mata.... mata... Já matou?". Em alguns momentos, desconfiei se estava em meu favor ou do repugnante inseto. Como não me dou por vencida tão facilmente (mesmo porque não consideraria a ideia de conviver com aquele ser), dei meu último golpe... o derradeiro... um 'Fatality'!... Imagine o que sobrou? Uma gosma ainda mais horripilante no meio do hall do apartamento. Só me restava ocultar aquele minúsculo cadáver (se apesar de tudo ainda podemos chamar assim) e limpar todas as provas e o local do crime.
Caso contrário, isso poderia causar-me problemas com o IBAMA! rsrs

A crise dos 30 chega SIM!

Final de ano é igual a "Festa da Firma"... Num linguajar mais rebuscado, aquela confraternização promovida pela empresa para celebrar um ano produtivo de seus funcionários. E dessas festas sempre sobra uma história pra contar...
Nossa confraternização foi um tanto modesta. Combinamos de ir a uma pizzaria cujo nome me parecia familiar "Ana"... "Mamma Ana". Como havia estacionamento conveniado, atravessando-se a avenida em frente, resolvi parar meu carro lá. O simpático manobrista, até então não estou sendo irônica, logo me perguntou: "Vai na cachaçaria né?". Apesar de indiretamente ter sido tratada por uma consumidora de destilados e fermentados, vulga pinguça, respondi, ainda num tom cordial: "Não, estou indo na pizzaria. Na "Mamma Mia!". O fato de ter errado o nome do local era um sinal evidente de que havia ficado transtornada com o comentário inoportuno do cidadão. Pois bem, passado isso desfrutamos um delicioso rodízio de pizzas com direito a refrigerante e chopp. Não estou sendo contraditória! Chopp eu até tomo! Somente um! Quando o meu copo já havia esvaziado, eis que surge um simpático garçom (agora sim, depois da primeira experiência, estou sendo irônica) e profere sua pergunta: "A SENHORA deseja mais um chopp?". Aquilo soou e ressoou em meus ouvidos como as doze badaladas do Big Ben... Pronto! Por mais que mentalmente -e nem fisicamente- pareça, acreditei que estava evidente que havia completado 30 anos! Será que minhas rugas e meus pés-de-galinha me incriminavam tanto assim? Pensei em pedir mais meia dúzia de chopp para afogar minhas mágoas naquela noite mas sutilmente respondi: "Não, obrigada!". Ele virou-se e foi servir as demais mesas. E eu ali continuei.
É... por mais que tentamos evitar, os 30 anos chegam. Só não podemos deixar a crise que essa idade representa nos abater.
Mas não custa nada se precaver né? Vou pedir um creme rejuvenescedor! rsrs

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

E eis que surge...

Quando ouvia falar em blog, blog, blog... sempre pensei por que criar um blog?
Por incrível que parece, hoje pensei: por que não criar um blog?
E eis que surge o "Pijama de Bolso"!!
O nome não foi escolhido ao acaso...
Quantas vezes já não paramos e nos perguntamos: "Por que pijama tem bolso?"
Nunca conseguimos encontrar uma resposta convincente, com embasamento.
Mas temos certeza que, por mais inútil, desnecessário, que possa parecer, se aquele bolso está alí é porque é preciso... é porque tem algum significado.

Welcome and enjoy it!